paradigmas da brevemente presente ausencia material
Este texto data de 13 de Junho de 2001, e trata, nisso semelhante ao anterior, as avaliações, aqui mais concisamente impressões, feitas do externo. Esta também abordagem pensadora centra-se porém na natureza delas "per se", ignorando o dinamismo macroscópico do conjunto que a outra referia, e reunifica essa natureza com a do ser ao introduzir o elemento Destino, separando-a porém do circundante (nisso, meramente científica).
Está mais conexo que o anterior, excepto na aparência: por oposição à correcção de imperfeições na escrita que tenho feito nos outros, neste conservo uma generalizada ausência de capitalização e acentuação, corrigindo até um sítio ou dois em que, por descuido, as não houvera omitido, por tal prática no seu conjunto formar um estilo próprio de escrita.
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o que nos deram a nos homens para que na criacao da nossa concepcao nos afastemos da simples percepcao e busquemos a interior alienaçao? seja ela qual for, eh isso que eh, e as marcas provenientes da circundante atmosfera nascem assim uma segunda vez, num outro mundo que nao este, um mundo de sonho, pesadelo, ou simplesmente um mundo inexistente, uma mixordia de sextos sentidos despertos para a irrealidade, para a fusao do que esta para tras com um presente fisicamente nulo, uma imagem sem lugar na galeria universal do tudo e dos todos...
a natureza eh a culpada, e nos eh que somos os renegados. esta imagem de que falo eh a nossa prisao a mae terra, e todo o nosso raciocinio nao passa de um artefacto evolutivo, contribuindo para a manutençao das especies. o pensar que estamos para la das animalescas leis gerais da sobrevivencia eh em si so ironico, pois estamos a seguir os planos do grande mestre Destino... nao estamos a cumprir mais que as nossas obrigaçoes induzidas pela nossa existencia e vivencia anterior, passo a passo. nao ha maneira de fugir, instante a instante, estamos perseguidos por uma irrefutabilidade cronica, e se tentarmos correr na areia, os passos que deixamos sao rastos nao do nosso escape, mas do comando a que fomos sujeitos pelas interaccoes inevitaveis do nosso passado. o nosso passado comeca algures num momento de concepcao, e nao havia maneira de o evitar.
as autoestradas estao tracadas, as curvas que damos tem de ser dadas, nao ha desvios possiveis, para os lados apenas dois grandes abismos que nos assustariam se tivessemos capacidades de os fitar... algures a estrada tambem vai chegar ao fim, e ai sim, se nos for permitido, teremos uma curta, vaga compreensao do efemero final a que estaremos entao sujeitos.
que fazer? nenhum conhecimento eh completado por nada que lhe esteja associado. os nossos pensamentos nao sao nada - sao pequenas reaccoes quimicas ao sabor do vento intersinaptico, de cujo molde interior nos ficamos dependentes, e nele confiantes, assumimos que as formas que ele toma sao equivalentes as formas reais. quando pensamos perceber o que eh um quadrado ou um circulo, esquecemonos de que dele nada temos que nolo permita interiorizar. nos baseamonos apenas em metodos de aproximacao, mas nunca teremos poder suficiente para dar o salto do conhecimento a compreensao. nada eh compreensivel, a nao ser que se seja esse algo. tu so podes perceber uma placa de madeira se fores essa placa de madeira. so ai sao realmente coincidentes, as vossas hipoteticas deformacoes, rugosidades, rachas, fissuras. e so ai tens de facto a mesma "mentalidade", por assim dizer, que essa placa. so ai consegues acompanhar em perfeicao o espacamento temporal que lhe diz respeito. so ai estaras sujeito exactamente as mesmas degradacoes, erosoes, pancadas, que a placa. so ai.
mas de nada nos serve ser placas, e de nada serve a ninguem as placas serem-nos a nos. ha que se conformar com as limitacoes fatidicas do nosso quotidiano. se a inexistencia de livre arbitrio vos aterroriza... escondamse dela! ignoremna. embora ela esteja sempre connosco, nao pensar nela eh mais saudavel. Carpe Diem!...
Está mais conexo que o anterior, excepto na aparência: por oposição à correcção de imperfeições na escrita que tenho feito nos outros, neste conservo uma generalizada ausência de capitalização e acentuação, corrigindo até um sítio ou dois em que, por descuido, as não houvera omitido, por tal prática no seu conjunto formar um estilo próprio de escrita.
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o que nos deram a nos homens para que na criacao da nossa concepcao nos afastemos da simples percepcao e busquemos a interior alienaçao? seja ela qual for, eh isso que eh, e as marcas provenientes da circundante atmosfera nascem assim uma segunda vez, num outro mundo que nao este, um mundo de sonho, pesadelo, ou simplesmente um mundo inexistente, uma mixordia de sextos sentidos despertos para a irrealidade, para a fusao do que esta para tras com um presente fisicamente nulo, uma imagem sem lugar na galeria universal do tudo e dos todos...
a natureza eh a culpada, e nos eh que somos os renegados. esta imagem de que falo eh a nossa prisao a mae terra, e todo o nosso raciocinio nao passa de um artefacto evolutivo, contribuindo para a manutençao das especies. o pensar que estamos para la das animalescas leis gerais da sobrevivencia eh em si so ironico, pois estamos a seguir os planos do grande mestre Destino... nao estamos a cumprir mais que as nossas obrigaçoes induzidas pela nossa existencia e vivencia anterior, passo a passo. nao ha maneira de fugir, instante a instante, estamos perseguidos por uma irrefutabilidade cronica, e se tentarmos correr na areia, os passos que deixamos sao rastos nao do nosso escape, mas do comando a que fomos sujeitos pelas interaccoes inevitaveis do nosso passado. o nosso passado comeca algures num momento de concepcao, e nao havia maneira de o evitar.
as autoestradas estao tracadas, as curvas que damos tem de ser dadas, nao ha desvios possiveis, para os lados apenas dois grandes abismos que nos assustariam se tivessemos capacidades de os fitar... algures a estrada tambem vai chegar ao fim, e ai sim, se nos for permitido, teremos uma curta, vaga compreensao do efemero final a que estaremos entao sujeitos.
que fazer? nenhum conhecimento eh completado por nada que lhe esteja associado. os nossos pensamentos nao sao nada - sao pequenas reaccoes quimicas ao sabor do vento intersinaptico, de cujo molde interior nos ficamos dependentes, e nele confiantes, assumimos que as formas que ele toma sao equivalentes as formas reais. quando pensamos perceber o que eh um quadrado ou um circulo, esquecemonos de que dele nada temos que nolo permita interiorizar. nos baseamonos apenas em metodos de aproximacao, mas nunca teremos poder suficiente para dar o salto do conhecimento a compreensao. nada eh compreensivel, a nao ser que se seja esse algo. tu so podes perceber uma placa de madeira se fores essa placa de madeira. so ai sao realmente coincidentes, as vossas hipoteticas deformacoes, rugosidades, rachas, fissuras. e so ai tens de facto a mesma "mentalidade", por assim dizer, que essa placa. so ai consegues acompanhar em perfeicao o espacamento temporal que lhe diz respeito. so ai estaras sujeito exactamente as mesmas degradacoes, erosoes, pancadas, que a placa. so ai.
mas de nada nos serve ser placas, e de nada serve a ninguem as placas serem-nos a nos. ha que se conformar com as limitacoes fatidicas do nosso quotidiano. se a inexistencia de livre arbitrio vos aterroriza... escondamse dela! ignoremna. embora ela esteja sempre connosco, nao pensar nela eh mais saudavel. Carpe Diem!...

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