Retalhos de pensar

Amostra de momentos essencialmente centrados no pensamento, sem enfoque no molde, descaracterizados, desprovidos portanto de pretensão artística no sentido mais literário da palavra. Vem assim permitir abranger um conjunto de notas/textos de um passado já distante, alguns dos quais eventualmente de algum interesse para alguma pessoa. Não se lhes cinge porém no seu pretexto de exposição, aberto à actualização por textos recentes cujo âmbito se insira de alguma forma no supracitado.

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Localização: Lisbon, Portugal

sexta-feira, maio 12, 2006

some vague guidelines

Outro tanto, estas de 1 de Janeiro deste ano.

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Todo o esforço é inútil.
Não procurar uma visão demasiado formal, nos momentos em que o vazio se instala.
Não procurar estas afirmações como o sendo.
Procurar a certeza da incerteza, e o passo em frente.
Da calma nascerá qualquer coisa convicta e clarividente, mesmo que não aborde as questões que por instantes se acumularam pessimistas e preocupantes.
Enfim.
Hoje, da agitação, observei demasiados factos sociais, demasiados rótulos, demasiada distância entre mim e mim. Tudo isso, desta forma sentida, é uma consequência da turbulência interior. Reprimir estas coisas da imaginação. Regressar aos dados que tenho como meus e proveitosos para com o meu estar.
Não necessariamente mergulhando em palavras.
Não ver tudo como um cinturão de elásticos rígido, não interpretar as apresentações catalogadas nesse sentido, mas sim como almas e pessoas por interagir.
Fugir à noção pré-concebida.
Raiva.