Retalhos de pensar

Amostra de momentos essencialmente centrados no pensamento, sem enfoque no molde, descaracterizados, desprovidos portanto de pretensão artística no sentido mais literário da palavra. Vem assim permitir abranger um conjunto de notas/textos de um passado já distante, alguns dos quais eventualmente de algum interesse para alguma pessoa. Não se lhes cinge porém no seu pretexto de exposição, aberto à actualização por textos recentes cujo âmbito se insira de alguma forma no supracitado.

Nome:
Localização: Lisbon, Portugal

quarta-feira, setembro 20, 2006

Acerca da sociedade

Mais uma aproximação a parte do que observo e sinto na sociedade, pequeno mote à reflexão.

---

Que é que eles sabem?

É tudo uma questão de clima, de uma tensão permanente. A forma de dirigir e interpretar é vista com naturalidade, e joga-se apenas para lá disso. Do lado de lá de um circo de barreira. Sem reflexão na norma, sem cérebro que não o hábito, o sentir prematuramente as presenças em redor, a interferência permanente enquanto possível almejando a definição clara dos objectivos, meios e características de cada um, do ponto de vista do rótulo e da possibilidade de interacção associada a esse rótulo.

Custa-me, ainda, assimilar a mentalidade deste todo social, tão prevalecente. E tal é-me ainda muita estranheza, quando nas alturas em que, vagueando por entre eles, me mergulho o suficiente, despreocupação e desenvoltura, reconheço nesta estrutura de percepções e caminhos sobre a qual eles assentam, uma grande naturalidade aliada, percebo que há estabelecimentos tão profundos desta mecânica do mundo que são como que premissas do ser, sobre as quais então existe a posterior construção, como que todo o pensamento e o conteúdo presente só pudessem ser válidos se apoiados nela. Custa-me rever-me, humano, nesta mixórdia de lassitude, susceptibilidade, extroversão da frase e postura tidas como método, tidas como a obrigatoriedade enquanto membros de um padrão de eventos assumidos ou perseguidos normais, tida como parte integrante de uma despreocupação com exigências que se formou constante.

Filosofias de estar na vida, diferenças, minimizadas pelo aborrecimento de jogo que se pode tornar a interjeição, vista de fora.

1 Comments:

Blogger Mistic said...

100%. Não te cansa estar e observar e analisar? Eu custa-me. Custa-me as pessoas, custa-me o ser maquinal e vivo que o todo é. Porque é que temos que olhar os outros ou sequer percebê-los?

Vamos revolucionar a filosofia e ser uma ilha.

***

Filipe

2:52 a.m.  

Enviar um comentário

<< Home