Retalhos de pensar

Amostra de momentos essencialmente centrados no pensamento, sem enfoque no molde, descaracterizados, desprovidos portanto de pretensão artística no sentido mais literário da palavra. Vem assim permitir abranger um conjunto de notas/textos de um passado já distante, alguns dos quais eventualmente de algum interesse para alguma pessoa. Não se lhes cinge porém no seu pretexto de exposição, aberto à actualização por textos recentes cujo âmbito se insira de alguma forma no supracitado.

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Localização: Lisbon, Portugal

quinta-feira, setembro 14, 2006

Da última semana de Fevereiro, esta minha curta tentativa de uma réprise simplificada do tema das dificuldades na interacção.

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Sou assim; sim, a grande essência do problema é ao nível da interacção. As coisas que aqui tenho como certas e seguras, não o tenho as suas pares no campo do activo, e, o que é pior, tenho a tendência para me vedar à sua morosa e exigente inserção nos costumes do diário entre-pessoas. Tendência essa essencialmente dos nervos, numa primeira abordagem (e que, se não devidamente monitorizada pelo moderador indiferença introspectivamente auto-incutida numa espécie de intra-sopro, se transforma numa angústia de impotência face à auto-decepção, e por fim num stress multiplamente abrupto pela ameaça social daí derivada, embora este último ponto tenda a relaxar-se um pouco na maior parte das situações), ou, numa segunda, da efectiva fadiga expressiva a que a continuidade e geral intrasigência destas dificuldades me induz, senão mesmo aquela gerada pela falta de hábito que se manifesta particularmente confusa e susceptível após períodos de maior recato.