Retalhos de pensar

Amostra de momentos essencialmente centrados no pensamento, sem enfoque no molde, descaracterizados, desprovidos portanto de pretensão artística no sentido mais literário da palavra. Vem assim permitir abranger um conjunto de notas/textos de um passado já distante, alguns dos quais eventualmente de algum interesse para alguma pessoa. Não se lhes cinge porém no seu pretexto de exposição, aberto à actualização por textos recentes cujo âmbito se insira de alguma forma no supracitado.

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Localização: Lisbon, Portugal

sexta-feira, maio 12, 2006

stress grotesco

De 21 de Fevereiro.

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Voltei a sentir um stress grotesco. Diferente de quando se está triste ou nervoso, mas "bem", ou melhor, com algum equilíbrio, alguma calma ou indiferença por baixo. Neste, haja o que houver por baixo, tudo treme. Nada é repouso, mesmo a pretensa calma não o é. À flor da pele, um ror de sensações ora de respostas impetuosamente preocupadas, ora de irreflectida tendência emocional para o negativismo, não no sentido filosófico, mas no emocional, reforço.
E no entanto, foi coisa pouca. Mero resultado de um dia de actividade social, da típica sensação de incompletude que se foi acumulando, e principalmente, de alguma gota de água no final do dia, em que já dificilmente não é demais, dificilmente se encarna o pensamento suavizador ou minimamente frontal face ao complexo. Gota de água essa, sob a típica forma de impossibilidade, de sensação de impotência exponenciada pela continuidade da mesma, face a algum contratempo ou sucessão de contratempos cuja atitude natural que invocam envolveria a comunicação clara e liberta, rara nessa altura, e de um ciclónico crescente de impossível face à submissão interpretada.
Mas caramba, já está. Hoje é hoje, e as réstias são já só réstias, cinzas a destoar na cor de pele.