o algo de novo
De 13 de Julho, uma reflexão sobre uma sensação de novidade, também remetida à memória e à sugestão de outros enquadramentos que não geralmente o actual, tendo nesse aspecto alguns pontos de contacto com a reflexão anterior a esta.
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Sei que não é enquanto me afogo na inércia nocturna que umas linhas de soslaio trarão algo de novo, tão pouco nas alturas de um certo burburinho do pensamento se manifestar por palavras exaltantes do curvílineo. Onde redescubro a novidade é em raros momentos do dia em si, quando a conjunção de alguma prolongada tendência à exposição concretizada, com a posterior permanência da emotividade e propensão à recriação mental (sucessão de imaginários promissores) bastante intactas, fomentadas até, é aí que me recordo da lassitude de outros tempos, ainda que simples. É quando mais me aproximo do estar livre, no sentido social e banal da palavra. É quando, efectivamente, o estou, por um enquanto não sobrecarregado de exigência, ainda que por vezes carregado, nada que preocupe o existente então à minha tona. E nesse momento que perdura espontâneo na total largueza do termo, a alma espreguiça-se larga e limpa a lágrima de tudo o que não açambarcou, de tudo o que não aprendeu e de tudo o que viu passar-lhe por cima, os braços atados. Limpa-a com um sorriso gestual, de acto e de criativo.
O algo de novo é o que afinal seria todos os momentos, numa recuperada versão, outrora memorizada, do funcionamento e da pessoa em pé, entre iguais.
E a dor que eu sempre senti, é a dor do apagamento de alma, do inconsciente saber-me, recordar-me de facto, contraposto à tantas vezes óbvia impossibilidade nervosa de ser.
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Sei que não é enquanto me afogo na inércia nocturna que umas linhas de soslaio trarão algo de novo, tão pouco nas alturas de um certo burburinho do pensamento se manifestar por palavras exaltantes do curvílineo. Onde redescubro a novidade é em raros momentos do dia em si, quando a conjunção de alguma prolongada tendência à exposição concretizada, com a posterior permanência da emotividade e propensão à recriação mental (sucessão de imaginários promissores) bastante intactas, fomentadas até, é aí que me recordo da lassitude de outros tempos, ainda que simples. É quando mais me aproximo do estar livre, no sentido social e banal da palavra. É quando, efectivamente, o estou, por um enquanto não sobrecarregado de exigência, ainda que por vezes carregado, nada que preocupe o existente então à minha tona. E nesse momento que perdura espontâneo na total largueza do termo, a alma espreguiça-se larga e limpa a lágrima de tudo o que não açambarcou, de tudo o que não aprendeu e de tudo o que viu passar-lhe por cima, os braços atados. Limpa-a com um sorriso gestual, de acto e de criativo.
O algo de novo é o que afinal seria todos os momentos, numa recuperada versão, outrora memorizada, do funcionamento e da pessoa em pé, entre iguais.
E a dor que eu sempre senti, é a dor do apagamento de alma, do inconsciente saber-me, recordar-me de facto, contraposto à tantas vezes óbvia impossibilidade nervosa de ser.

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